Conheça o Valle de la luna no Deserto do Atacama

Já está planejando sua viagem para o deserto mais árido do mundo? Então não deixe de conhecer o Valle de la luna no Deserto do Atacama, um dos pontos turísticos mais famosos da região.

Contratando um passeio através de algumas das dezenas de agências de turismo situadas na vila de San Pedro de Atacama, você consegue fazer um bate-volta na metade de um dia, para conhecer esse lugar encantador.

Como contratar o passeio

Um dos passeios mais conhecidos do Atacama

Descansados da pedalada que fizemos de manhã pela Garganta del Diablo, seguimos para o nosso próximo destino, o passeio mais tradicional do Deserto do Atacama: Valle de La Luna e Valle de La Muerte.

Apesar do nome do passeio, não tivemos sorte de visitar o Valle de La Muerte, pois o mesmo encontrava-se fechado.

Mesmo assim, garantimos pra você que o passeio faz jus a fama que tem. É tudo muito lindo.

Valle de la luna
Valle de la luna

Pagamos 8.000 CLP (R$48) cada um pela agência CCaptcha Expediciones.

Fizemos o passeio na parte da tarde, mais precisamente às 16h. Escolhemos esse horário para ver o pôr-do-sol na Pedra do Coyote, uma vista completamente surreal.

Também recomenda-se que seja seu primeiro passeio no deserto por conta da altitude ser só um pouco mais alta que a de San Pedro de Atacama. Sendo uma ótima maneira de se aclimatar.

A região dos vales é bem próxima da vila, cerca de 19km, e fica localizada em um vale de origem vulcânica formada pela mistura de sal, argila e pela erosão natural causada pelos ventos.

O resultado disso tudo foi uma paisagem que te faz parecer estar visitando um outro planeta.

Pedra do Coyote
Pedra do Coyote

Por volta das 15h50 estávamos na frente da agência CCaptcha Expediciones e às 16h10 começamos o passeio.

O trajeto é feito em uma van com lotação para 11 turistas, e um guia/motorista, o chileno Hernán!

Valle de La Luna Atacama

Uma cordilheira de sal

Informações importantes para o passeio ao Valle de la Luna: será cobrada uma taxa de 3.000CLP (R$18) para entrar.

Vá com uma roupa bem confortável pois durante o dia é muito quente. Mas leve também roupas de inverno pois após o pôr-do-sol esfria bastante.

Nossa primeira parada foi no Valle de la Luna. Chegando lá Hernán nos explicou que há muito, MUITO tempo atrás aquela região foi mar, mas com o passar dos anos e com diversos acontecimentos naturais a região secou e virou tudo sal, dando origem a uma CORDILHEIRA DE SAL!

E é esse sal que dá o aspecto de lua para o lugar.

Caminhamos por dentro de uma caverna sentindo uma energia bem diferente, algo que trazia uma paz por nos fazer perceber a insignificância que temos na natureza.

E que muito antes do ser humano surgir a vida já existia.

Valle de la luna
Valle de la luna
Valle de la luna
Valle de la luna
Valle de la luna
Valle de la luna

Nossa próxima parada seria observar a famosa escultura de sal conhecida como Três Marias.

Mas antes disso nosso guia Hernán parou a van em uma região “no meio do nada” para termos uma vista maravilhosa do Vulcão Licancabur.

Valle de la luna
Valle de la luna

Depois da parada para fotos, seguimos caminho até as Três Marias.

Lá existem diversas regras. Hernán nos explicou que antigamente não era assim, mas que começaram a ter essa fiscalização pois as Três Marias viraram duas após um turista ter subido na pedra para tirar uma foto (depois de saber disso nos sentimos meio mal, pois na última parada tiramos uma foto em cima da pedra haha).

Valle de la luna
Valle de la luna

Próximo da hora de voltar pra van passou um forte vento pelo local que fez meu boné sair da cabeça e voar pelo deserto, Hernán falou “CORRE LÁ VAI PERDER O BONÉ!”, corri ultrapassei a faixa que indicava o limite perdido e peguei o boné.

Quando entramos na van fui “premiado”. Uma fiscal entrou e falou que ia aplicar multa na agência pelo descumprimento da ordem.

Hernán disse para não nos preocuparmos, e no final das contas não pagamos nada. Então mais uma dica: NÃO DEIXE NADA VOAR NO DESERTO! E se voar, esqueça.

Valle de la luna
Valle de la luna
Valle de la luna
Valle de la luna

A próxima parada foi para uma caminhada entre as montanhas do vale.

A subida é curta, mas um pouco íngreme, e é aconselhado que se caminhe devagar (lembrando que você está a 2.500m de altitude).

Bem pra trás na caminhada, eu, Mari e Hernán ficamos conversando sobre o acontecimento do meu boné haha. E foi aí que conversamos mais com ele e vimos que nossa visão de mundo era bem próxima.

Nossa conversa se baseou em os três apaixonados por esse continente, e acreditando assim como Simón Bolívar que as fronteiras deveriam ser menos presentes.

E que o povo antes de se considerar brasileiro ou chileno, deveria se considerar primeiro de tudo Latino-Americano. Pois juntos somos mais fortes!

Valle de la luna
Valle de la luna

3 fatos sobre Hernán que nos surpreenderam muito:

  • Sua família foi exilada na França durante a ditadura de Pinochet (um tremendo canalha), e por lá ficou 29 anos;
  • Sua tia, irmã do seu pai, foi torturada na ditadura recebendo diversos choques. Morreu aos 45 anos vítima de câncer;
  • Estava há 2 anos e meio no Chile, e o dinheiro que ganhava trabalhando como guia usava para viajar com o objetivo de conhecer toda a América do Sul.

Resumindo, Hernán é FODA! ahaha

A visão do alto das montanhas é algo indescritível. Em palavras fica difícil de descrever. Um relevo diferente de tudo que já tínhamos visto.

Valle de la luna
Valle de la luna

Pedra do Coyote

Um pôr do sol inesquecível

Por volta das 18h descemos as montanhas, entramos na van e seguimos para o pôr do sol na Pedra do Coyote.

Sentimos que saímos da lua para chegar em Marte.

A fila para tirar foto na pedra é bem grande, e ao invés de ficar na fila, usamos o tempo para contemplar aquela região.

O pôr do sol é mais do que um espetáculo. Eu chamaria de milagre da natureza.

Parecia que o céu tinha sido pintado de diversas cores, vermelho, laranja, amarelo, roxo, e não era só o céu e sim tudo em volta. o Vulcão Licancabur parecia ter sido pintado de vermelho!

Pedra do Coyote
Pedra do Coyote
Pedra do Coyote
Pedra do Coyote

Ficamos por lá bastante tempo e fomos a última van a sair. Isso nos deu tempo de tirar a famosa foto na Pedra do Coyote, e realmente as fotos de lá ficam muito boas!

Pedra do Coyote
Pedra do Coyote
Pedra do Coyote
Pedra do Coyote

Chegamos em San Pedro de Atacama por volta das 20h30, passamos em uma padaria chic, e compramos dois pedaços de torta de frango. Um preço razoável para uma torta TÃO GOSTOSA!

E foi assim que terminou nosso terceiro dia no Deserto do Atacama.

Quer ver o roteiro completo de nossa viagem para o deserto chileno? Nosso roteiro de 10 dias está cheio de dicas 🙂

Autor do Post
Mari Sanefuji
Joseense de 24 anos, que há 6 anos decidiu se mudar para São Paulo para trabalhar no ramo da Publicidade como Gestora de Mídias Sociais. Posso me descrever como uma mente inquieta sempre em reflexão sobre o mundo, e sobre a mim mesma.

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