03 Dias no Rio de Janeiro – Dia 02 no Morro do Vidigal

Resumo do relato completo:

Dia 01: Favela do Vidigal, UPPs na Favela do Vidigal, Como Chegar, Primeiras Impressões da Favela do Vidigal, Onde se Hospedar

Dia 02: Morro Dois Irmãos, Onde Comer, Bloco de Maracatu, Arcos da Lapa, ,Escadaria Selarón e Santa Teresa

Dia 03: Praia do Vidigal, Bloco de Carnaval, Resumo dos Gastos

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Dia 02

Acordamos com a vista maravilhosa que o quarto nos dava, para o mar das praias Leblon, Ipanema e Copacabana.

E o sol rachando na nossa cara.

Levantamos e fomos tomar café da manhã. O café da manhã no Mirante do Arvrão é bastante bom, as meninas da cozinha preparam um lanchinho em pão de forma para você.

Mirante do Arvrão
Mirante do Arvrão

Enquanto estávamos comendo apareceu a Lena, uma das camareiras do hostel. Ela sentou em uma das mesas para descansar. Nessa puxamos assunto com ela.

– A trilha para o Morro dos Dois Irmãos é tranquila?

– É tranquila sim, eu já subi várias vezes com marido, filho de 7 anos e cachorro. Tem que andar um pouquinho mas dá pra ir sim.

Mirante do Arvrão
Mirante do Arvrão

Pedimos para encher nossas garrafas de água, e as meninas que trabalham no hostel pegaram águas que estavam guardadas e geladinhas para nos dar.

Além disso, nos deram algumas amostras grátis de sundown, já que estávamos sem. Foram muito solícitas e atenciosas com a gente.

Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos

Morro Dois Irmãos

Saímos do Mirante do Arvrão, seguimos reto e caímos na avenida principal do Morro do Vidigal.

Dali subimos a avenida até chegarmos em uma árvore cheia de meninos. Os meninos perguntaram se estávamos indo para a trilha, então nos disseram para virar à direita e subir as escadas.

Subimos escadas que davam de cara para a porta de algumas casas e passamos por trás dessas casas até entrar no mato. Um caminho meio esquisito que fomos descobrir depois ser um corta caminho para a entrada da trilha para o Morro Dois Irmãos.

Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos

Estávamos admirados com a simpatia de todos, e a vontade de ajudar que até então todos haviam nos mostrado.

A trilha levou mais ou menos 40 minutos, e é subida na ida. Estava bastante calor, mas havia sombra em alguns pontos.

Em um momento paramos em uma pedra que dava vista para o mar e para toda a favela da Rocinha. Foi de arrepiar!

Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Rocinha do Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos com vista para a Rocinha

Seguindo a trilha encontramos uma gringa, parecia ser européia:

– Estão chegando e é lindo, mas lá está calor demais! Não dá para ficar muito tempo.

Ao chegarmos lá pudemos perceber que realmente estava calor, e o sol estava forte.

Mas que além da paisagem que compensava alguns minutos contemplando o local, estávamos mais acostumados que ela com esse sol, haha.

Morro Dois Irmaos 02
Morro Dois Irmãos

Sinceramente, eu nunca tinha visto um lugar tão lindo assim.

Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos

Rio de Janeiro é realmente muito lindo, é espetacular. E o Morro Dois Irmãos, sem palavras, dá para ver até o Cristo Redentor e a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Na volta paramos no mirante do hostel, e encontramos Lena de novo. Sentamos para descansar e tomar uma água, e ficamos ali conversando com ela, para ver a conversa clique aqui.

Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos
Morro Dois Irmãos

Onde Comer no Morro do Vidigal

Estávamos com muita fome, então saímos correndo atrás de um lugar para comer, e paramos no Restaurante da Luci.

Uma cozinha pequenininha com 2 mesas onde a Luci cozinhava para o pessoal da comunidade. Não era bem um restaurante.

Ela se mostrou surpresa com a gente parando lá para comer, e ficou bastante alegre depois de um tempo.

Pagamos R$12 ao todo para comer arroz, feijão, farofa, salada, macarrão e frango de panela. Estava uma delícia, e fizemos questão de dizer a ela isso.

Descemos o Morro do Vidigal a pé, e assim pudemos ver que a paisagem bizarra que eu havia visto na noite anterior era só medo.

A favela é asfaltada e até bem estruturada. As casas se misturam com comércios, e a rua é bem movimentada.

Morro do Vidigal 04

Bloco de Maracatu

Lá embaixo, na Avenida Oscar Niemeyer pegamos ônibus para o centro. Levamos quase 2 horas para chegar na Praça XV de Novembro onde aconteceria um Bloco de Maracatu.

O Rio de Janeiro estava se preparando para o Carnaval.

Bloco de Maracatu
Bloco de Maracatu no Rio de Janeiro

Foi uma delícia curtir o bloco, tivemos muita sorte de ir para o Rio de Janeiro em pré-carnaval.

Bebemos, dançamos, contemplamos tudo que estava passando em nossa frente. E de tanta alegria e agitação continuamos andando pelo centro do Rio até chegar na Lapa.

As ruas do centro à noite são bastante vazias, e digo que perigosas.

Mas nossa energia parecia estar tão boa naqueles dias (tudo estava dando tão certo), que não vimos perigo nenhum chegar perto de nós.

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

Arcos da Lapa

Chegamos na Lapa e fui mostrar os Arcos da Lapa para o Doug (eu já conhecia o Rio, ele não).

O Aqueduto da Lapa é considerado a obra arquitetônica de maior porte empreendida no Brasil durante o período colonial.

Sua construção começou no ano de 1602 para levar água para a cidade do Rio de Janeiro, e posteriormente com novas tecnologias de distribuição de água, passou a funcionar como viaduto para bondes que acessavam o morro de Santa Teresa.

Arcos da Lapa
Arcos da Lapa

Escadaria Selarón

Dali fomos para a Escadaria Selarón, a escadaria mais famosa do Brasil, adaptada por um artista plástico chileno Jorge Selarón como tributo ao povo brasileiro.

Anos depois o mesmo artista foi encontrado morto em cima de sua própria obra de arte 🙁

A escadaria estava lotada, então sentamos em uma parte e ficamos conversando.

Nessa, Marcelo, que estava sentado lá também, começou a puxar assunto com a gente. E daí surgiu outro personagem, se quiser conhecer a história dele clique aqui.

Escadaria Selaron
Escadaria Selarón

Depois de muito conversar decidimos subir o Morro de Santa Teresa para comer.

Já havia ido para lá algumas vezes e me lembrava de restaurantes que tinham PFs em preço justo, mas infelizmente não os encontramos dessa vez, rs.

Escadaria Selarón
Escadaria Selarón

Santa Teresa

Santa Teresa é um bairro conhecido por suas construções antigas datadas do séc XIX. Além de casarões, o bairro conservava também um bonde que os locais utilizavam como meio de transporte para subir o morro.

Na época o bonde havia sido retirado devido a um acidente que havia acontecido alguns anos atrás. Mas estavam sendo realizadas obras para implantá-lo novamente.

O bairro é conhecido também por hoje ser local de morada de vários artistas cariocas. Quando se passa pelo centrinho de Santa Teresa sente-se bem a boêmia do lugar, muito mais do que na Lapa.

É um local mais calmo, com muito mais bares, mais cultural e menos explorado.

É legal subir Santa Teresa também por causa da vista, conseguimos ver a cidade de cima e de outro ângulo. Gosto bastante daquele lugar.

Parque das Ruinas.
Parque das Ruínas

Em outra visita ao Rio pude visitar o Parque das Ruínas, um parque e centro cultural localizado nas ruínas de uma antiga casa da Bélle Époque carioca.

Além dos eventos que acontecem lá, o prédio dá uma visão panorâmica da Baía de Guanabara. A vista é linda.

Parque das Ruínas
Parque das Ruínas

Sentamos para comer um PF, mas demorou tanto que comecei a dormir na mesa.

Estávamos muito longe de nossa hospedagem, e o meu estado de sono não permitia que fôssemos de transporte público. Então decidimos gastar um pouco mais com o táxi.

O taxista disse que nos levaria até a Av. Oscar Niemeyer, e de lá teríamos que nos virar para subir o morro.

Acontece que comecei a confabular no meio do caminho sobre a aventura que seria subir o morro de mototáxi no estado que eu estava, e ele ficou com dó e nos deixou na frente do hostel.

Essa de taxista não querer subir o morro não acontece só no Vidigal, acontece em todos os morros. Como também no Morro de Santa Teresa.

Seja por conta do perigo, ou por conta da dificuldade de transitar pelo local. No Vidigal por exemplo, cabe só 1 carro, então demora para subir, e o taxista não ganha quase nada com isso.

Mas o cara foi gente boa, e no meio do caminho disse ainda que era o aniversário dele. O parabenizamos, e no final demos um dinheirinho à mais pelo que ele fez por a gente.

Paulistano de 26 anos, que ainda mora em São Paulo, e trabalha como Analista de Sistemas. Alguém que só percebeu o tamanho do mundo quando colocou pela primeira vez a mochila nas costas, e a partir de então passou a enxergar o mundo em uma outra perspectiva. Uma perspectiva menos “de eu” e mais “de todos”. Uma pessoa que vive em uma utopia de crer que o mundo pode ser um lugar diferente.

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