Bolívia em 04 dias – Dia 02 em La Paz

Resumo do relato completo:

Dia 01Como chegar em La Paz, História de La Paz, Rodoviária de La Paz e Onde não se hospedar em La Paz

Dia 02: Onde não se hospedar em La Paz, Onde se hospedar em La Paz, O que fazer em La Paz, Plaza Murillo, Mercado de las Brujas, Quem são as cholas bolivianas?, Onde comer em La Paz, Como chegar ao Teleférico de La Paz e Mirador Laikakota

Dias 03 e 04Como chegar em Copacabana, Informações sobre Copacabana, Curiosidades sobre o Lago Titicaca, Onde se hospedar em Copacabana, O que fazer em Copacabana, Como chegar em Isla del Sol, Onde comer em Copacabana, O QUE FAZER QUANDO PASSAR MAL EM OUTRO PAÍS, De Volta para La Paz, Hora de partir e Resumo dos Gastos

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Onde não se hospedar em La Paz

Dormir? DORmir? DORMIR?

Depois de 9 dias de viagem dormindo em hostel barato, tínhamos encontrado a pior cama da viagem, e no lugar com o melhor padrão que havíamos reservado.

A cama fazia uma espécie de parábola onde nossa coluna ficava para cima, foi super desconfortável!

Acordei às 6 horas da manhã odiando todo o staff da hospedagem e querendo ir embora.

Os caras tinham nos trocado de lugar, nos feito pagar táxi, nos deixaram sem wi-fi e ainda nos colocaram em uma porcaria de cama daquela?

Na noite anterior, o cara do wi-fi (que por sinal não voltou) havia dito que um responsável pelo apartamento apareceria as 9h30 para montar o café da manhã. E que poderíamos conversar com ele sobre os problemas que havíamos enfrentado.

Mas eu tinha acordado às 6h morrendo de raiva, e o que eu fiz?

Escrevi uma carta contando sobre todos os problemas que enfrentamos e por que estávamos deixando o lugar. Colocamos a carta em cima da mesa e fomos embora.

La Paz 02
La Paz

Como fiz para reaver o dinheiro?

Entrei em contato com o Airbnb, que entrou em contato com o dono da Casa Maya, e depois de avaliar o ocorrido nos devolveu as 2 noites que não passaríamos lá, e metade da noite que havíamos pago pelo inconveniente que passamos.

Onde se hospedar em La Paz

Pegamos um táxi até a Plaza Murillo, que foi ponto de referência para o Doug na última viagem que ele havia feito para a Bolívia, e de lá fomos atrás do Loki Hostel. Que foi o hostel que o Doug ficou em sua última viagem para a Bolívia

Chegando no Loki Hostel, uma construção gigantesca e super antiga, uma velhinha nos atendeu super simpática dizendo que estavam reformando o prédio, e por isso o hostel havia mudado de lugar.

Decidimos então ir até o Wild Rover Hostel, que era mais perto.

Chegamos no Wild Rover Hostel e o cara da recepção nos disse que só tinha um quarto de 4 pessoas com um preço meio alto. Saímos de lá, ficamos procurando outra alternativa, não achamos, e resolvemos voltar.

Fomos atendidos por outra pessoa e conseguimos um quarto de 8 pessoas com um preço bem melhor, 67 bolivianos (R$37)…. Mas o que importa é que conseguimos! rs

La Paz 03
La Paz

O hostel tinha uma estrutura muito boa, era o hostel mais estruturado que eu já tinha visto.

Tinha sala de televisão, bar/restaurante, computadores com wi-fi, wi-fi no hostel inteiro, muitos banheiros (e limpos), e muitas áreas de convivência.

O quarto era grande, as camas eram grandes e confortáveis, tinha armários e era um silêncio só.

O que fazer em La Paz

Bom, passado todo o estresse decidimos sair para passear por La Paz.

E foi uma missão difícil, andávamos devagar que nem tartarugas, respirando forte, parando para descansar e sempre com vontade de fazer xixi.

Não estávamos aclimatados com a altitude, e demoramos um pouco pra começar a pegar o ritmo da cidade.

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Plaza Murillo

Passamos pela Plaza Murillo, principal praça de La Paz.

Marco zero que se mede as distâncias das cidades na Bolívia, e local onde ficam os prédios do Parlamento da Bolívia e do Palácio do Governo.

Tal praça foi testemunha de vários acontecimentos cruciais na história boliviana, como as guerras de independência, por onde passaram Simón Bolívar, Antonio José de Sucre e Pedro Domingo Murillo. Este último patriota boliviano e precursor da independência do país.

Percebemos uma grande movimentação em um dos prédios, com entrada e saída de pessoas, inclusive da imprensa.

Ficamos observando e não entendemos nada. Como saída sentamos ao lado de um boliviano na praça e perguntamos se ele sabia o que estava acontecendo.

Ele disse que não. Inclusive, tentei ver se achava alguma notícia agora no Google, e também não encontrei. Então ficamos sem saber, rs.

La Paz
La Paz (a imprensa ao fundo)

Levantamos e fomos abordados por um engraxate, mas o engraxate que nos abordou, além de engraxar sapatos cantava rap!

E se nós comprássemos alguns cartões postais dele, ele nos cantaria algumas rimas.

O engraxate rapper era do grupo Hormigón Armado, que ao escrever esse post descobri ter sido até matéria da BBC.

E onde vi que o caso era bem mais complicado do que imaginávamos.

A profissão de engraxate é bastante discriminada, pois por fazer parte da vida de pessoas de classe muito baixa, muitos deles usam drogas e bebidas como um meio de escape dos problemas, e outros se envolvem em roubos.

Por isso, eles usam máscaras para não serem identificados.

Hormingon Armado
Postal do Hormigón Armado
Hormigon Armado 02
Postal do Hormigón Armado

Mercado de las Brujas

Dali fomos a pé para o Mercado de las Brujas, que fica no centro da Calle Jiminez e Linares, logo depois da Calle Sagarnaga. O mercado funciona todos os dias, o dia inteiro.

O lugar é muito famoso por seus preços em toda a América do Sul!

No Mercado das Bruxas você compra souvenirs e itens com a temática do lugar. Como estampas andinas, casacos de pelo de llama, ervas, folhas de coca, e muitas outras coisas!

Nossas compras se resumiram à tênis, capas para almofadas, mochilas e folhas de coca. MUITAS folhas de coca.

Também é bastante comum pechinchar preços no Mercado de las Brujas. Pechinchamos um pouco, mas não quisemos encher muito o saco, pois entendemos que o sustento de muita gente se dá por ali.

Precisávamos trocar dinheiro, o dinheiro que tínhamos nós havíamos trocado em Arica por R$1 valendo 1,73 bolivianos.

Mas era pouco, então ali mesmo no centro, perto do Mercado de las Brujas, conseguimos trocar por R$1 valendo 1,80 bolivianos, com uma chola no meio do calçadão.

Quem são as cholas bolivianas?

As cholas bolivianas são figuras irreverentes e muito comuns por toda a Bolívia.

Você vai reconhecê-las por suas saias rodadas, suas inúmeras estampas coloridas, e por suas tranças divididas ao meio. Muitas vezes acompanhadas de um estiloso chapéu.

E sabe por que elas se vestem assim?

La Paz 06
La Paz

Tal vestimenta foi imposta por espanhóis que obrigaram as índias a usarem os vestiários que as camponesas espanholas utilizavam.

O termo “chola” era usado também de forma pejorativa, se referindo às mulheres indígenas que ao se mudarem para a cidade grande, esqueciam as tradições e costumes de seus antepassados, e se rendiam ao estilo de vida urbano.

Hoje, o estilo das cholas é relacionado ao orgulho de sua identidade indígena.

Onde comer em La Paz

Com muita fome começamos a procurar um lugar para comer, mas a cidade só tinha POLLOS, POLLOS, POLLOS, e eu estava um pouco preocupada com a qualidade das comidas.

Então demoramos muito para encontrar um lugar, até encontrarmos o lugar certo!

Infelizmente não marcamos o nome do lugar, mas ficava no terraço de um prédio de esquina entre as ruas Saganarga e Avenida Mariscal Santa Cruz. Com vista para a Iglesia de San Francisco.

Era um lugar arrumadinho, com opções self-service e à la carte. A opção à la carte estava mais barata. Vinha arroz, pollo (frango), e salada.

La Paz
Vista do restaurante para a igreja

Tinha wi-fi, e o lugar parecia ser beneficente, ajudava alguma instituição de crianças (não nos informamos mais sobre).

A comida era boa e os atendentes eram bastante simpáticos. Ganhamos até uma sobremesa! 😀 Foi um achado e tanto!

Como chegar ao Teleférico de La Paz

Dali decidimos ir a pé e com muito esforço para o Teleférico de La Paz.

Saímos pela Avenida Mariscal e andamos até a Avenida Manco Capác, na ex estação de trem de La Paz. E onde fica a Estação Central/Ajayuni da Linha Roja (vermelha).

Pagamos 3 bolivianos (R$1,60) cada, e entramos na cabine com um pai e filha bolivianos. A menina estava toda animada e tirava várias fotos do trajeto.

O Teleférico de La Paz foi inaugurado no final de 2014 durante o governo de Evo Morales, e hoje é o teleférico mais longo do mundo.

A construção do teleférico teve como objetivo levar as pessoas de La Paz para a cidade de El Alto. Atendendo a demanda de milhares de bolivianos de forma mais econômica e rápida do que com os meios de transporte até então existentes.

Durante o trajeto conseguimos ver as montanhas nevadas da Cordilheira dos Andes, e todas as casinhas sem acabamento de La Paz.

Teleférico de La Paz
Teleférico de La Paz

Uma vez, conversando com duas cariocas que estavam hospedadas no mesmo hostel que nós em San Pedro de Atacama, uma delas falou que havia odiado La Paz, por que lá parecia o Morro do Alemão!

E realmente, La Paz lembra uma grande favela. Pois a maioria de suas casas nas regiões mais pobres não tem reboco e pintura.

E isso acontece pois dessa forma elas são consideradas inacabadas e seus proprietários pagam um valor menor de imposto predial.

O passeio de teleférico foi bastante legal, aproveitamos e descemos na cidade de El Alto para ver La Paz de cima e entender um pouco mais a realidade de lá.

Acompanhado de muito vento, muito mesmo, e um céu que há cada minuto fechava mais, pudemos ver uma parte da Bolívia um pouco mais pobre e muito local.

Um pouco receosos do que poderíamos encontrar por lá, e por conta do tempo que estava fechando, decidimos descer novamente para La Paz.

La Paz
Vista de La Paz em El Alto, com a cordilheira ao fundo

Dessa vez sentamos com um boliviano que devia ter lá seus 40 anos, ele nos contava sobre um carro que havia caído ribanceira abaixo e que até hoje não haviam tirado os corpos de lá, haha.

Contava sobre o clima de El Alto e de La Paz que mesmo muito perto, eram bastante diferentes. Onde em El Alto era mais frio e em La Paz era mais quente.

E falava sobre a facilidade do Teleférico em sua vida. Já que trabalhava em El Alto e morava em La Paz.

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Mirador Laikakota

De volta para La Paz, pegamos um táxi que nos levou até o Parque Urbano Central para ir ao Mirador Laikakota.

Levamos mais ou menos uns 20 minutos de carro, e pagamos 15 bolivianos (R$8,30).

A entrada para o Mirador Laikakota é um parquinho infantil que para entrar deve-se pagar 7 bolivianos (R$3,80). E onde você vê uma série de famílias bolivianas passeando com suas crianças. O clima era completamente local.

No final do parquinho se chega ao Mirador Laikakota, onde tivemos uma vista bastante interessante da cidade.

Vimos as montanhas nevadas, o relevo rochoso que envolta a cidade de La Paz e alguns prédios mais modernos. Foi bem legal.

Mirador Laikakota
Mirador Laikakota

Dali começamos a andar pelo parque que nada mais é do que várias passarelas em um pequeno morro com vista para a cidade, e para o Estadio Olímpico Hernando Siles.

O passeio foi interessante pois saímos um pouco da zona turística da cidade, e o lugar estava bastante vazio e tranquilo.

Mirador Laikakota 02
Mirador Laikakota

Partimos caminho ao Wild Rover Hostel, a pé mesmo, estávamos cansados e no dia seguinte partiríamos para Copacabana. Então decidimos ficar por lá.

No restaurante/bar do hostel eles oferecem boas opções para comer, como saladas, pasta e hambúrguer. Todos muito saborosos, e em alguns dias tem double mojito! Não precisávamos de mais nada…

La Paz 10
La Paz

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Autor do Post
Mari Sanefuji
Joseense de 24 anos, que há 6 anos decidiu se mudar para São Paulo para trabalhar no ramo da Publicidade como Gestora de Mídias Sociais. Posso me descrever como uma mente inquieta sempre em reflexão sobre o mundo, e sobre a mim mesma.

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