25 dias na Colômbia – Dia 10 de Tayrona para o Deserto de Guajira

Resumo do Relato Completo

Planejamento do mochilão pela Colômbia: Roteiro do mochilão pela Colômbia, Previsão dos Gastos na Colômbia, Itinerário no MyMaps, História da Colômbia, Geografia da Colômbia, Economia da Colômbia, Câmbio na Colômbia, Informações Importantes da Colômbia e Curiosidades da Colômbia

Dia 08: Café da Manhã no Eco Hostal Yuluka, O Que Fazer em Palomino, Como Chegar na Praia Rancho Luna, Contato com Pescadores da Região, Janta no Eco Hostal Yuluka

Dia 09: Como chegar no Parque Tayrona, Parque Tayrona, Trilhas no Parque Tayrona, Entrada Parque Tayrona, Onde dormir no Parque Tayrona, Trilha de Arrecifes, Praia Cabo San Juan, Camping Yuluca e Onde comer no Parque Tayrona

Dia 10: Saindo do Parque Tayrona, O Deserto de Guajira, Tours no Deserto de Guajira, Tour Cabo de La Vela, Tour Punta Galinas, Quase fazendo o Tour por Cabo de la Vela

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Dia 10

Saindo do Parque Tayrona

Acordamos umas 6h da manhã, depois de passar a noite inteira dormindo na rede.

Foi a primeira vez que passamos a noite desse jeito. É um pouco desconfortável para dormir e um pouco frio, mas isso é fácil de lidar.

O mais chato mesmo, são os mosquitos que mesmo sem picar (as redes contém mosquiteiro), atrapalham o sono com o som chato de zumbido!

Infelizmente nos planejamos para passar apenas uma noite no Parque Tayrona. Se pudéssemos voltar no tempo, passaríamos pelo menos uma noite a mais.

Acabamos passando apenas a parte da manhã no Parque Tayrona. Por volta das 6h30 fomos tomar nosso café da manhã (clube social e suco de caixinha) na Praia de Arrecifes.

Praia de Arrecifes
Praia de Arrecifes
As pedras onde tomamos café da manhã
As pedras onde tomamos café da manhã

Conforme o tempo passava a temperatura ia ficando cada vez mais quente!

Para não arriscar fazer a trilha sob um calor dos infernos, voltamos para o Camping Yuluca, arrumamos nossas coisas e seguimos de volta pela trilha até a Entrada do Setor El Zaino.

A trilha de volta foi um pouco mais cansativa por causa do forte calor. Depois de 1h30 de caminhada, saímos do Parque Tayrona =/.

Na entrada do Parque Tayrona tem várias barraquinhas vendendo lanches, água, refrigerantes… E por aí vai!

Compramos algumas coisas e seguimos caminhando a pé tranquilos por 2km até que chegamos no EcoHostal Yuluka para reservar o tour para o Deserto de Guajira, e passar nossa última noite no hostel.

Bom aqui já vai um spoiler! Vamos dar todas as informações que conseguimos sobre o Deserto de Guajira, mas é bom que saiba que não chegamos a fazer o tour =/.

De manhã encontramos esse lindo aí!
De manhã encontramos esse lindo aí!
E nos despedimos da Praia de Arrecifes
E nos despedimos da Praia de Arrecifes

O Deserto de Guajira

Enquanto fazíamos o planejamento para nossa viagem pela Colômbia, nos deparamos com uma bela surpresa! A Colômbia possui um deserto!!!

O Deserto de Guajira, fica localizado no Departamento de Guajira na região mais ao norte do Mar do Caribe.

Por estar mais distante da Sierra Nevada (em comparação ao Parque Nacional Tayrona), pode esperar por um CALOR DO CÃO! E também uma vegetação e clima bem secos.

A “porta de entrada” para o Deserto de Guajira, é a cidade de Riohacha, de onde saem os carros que fazem os tours para desbravar o deserto.

Os mesmos tours podem ser reservados nas agências de viagem em Santa Marta, na Vila de Taganga ou em Riohacha.

Para aumentar a sua inspiração em conhecer o deserto, é no Deserto de Guajira que fica o ponto MAIS AO NORTE DE TODA A AMÉRICA DO SUL!

Cabo de La Veja (fonte: colombia.tur)
Cabo de La Veja (fonte: colombia.tur)

Tours no Deserto de Guajira

Existem diversas opções de tours pelo Deserto de Guajira. Suas durações vão de 1 até 7 noites.

Vamos falar dos 2 tours mais populares, mas deixamos aqui o site da Magic Tour Colombia, que mostra diversas outras opções.

No valor de todos os tours está incluso: alimentação, hospedagem e transporte de ida e de volta. Te buscam e te deixam na sua hospedagem nas regiões de: Vila de Taganga, Palomino, Santa Marta.

A primeira parte do tour, é buscar os passageiros em sua hospedagem, e depois seguir uma viagem de 3h até a cidade de Riohacha.

Em Riohacha, é servido um desayuno (café da manhã), e depois disso para seguir viagem, trocam para um carro 4×4, para começar a viagem pelo Deserto de Guajira.

Villa Wayuu
Villa Wayuu (fonte: aventurecolombia.com)

Tour Cabo de La Vela (2 dias/1 noite)

Foi o tour que escolhemos por conta do cronograma da viagem.

Saindo de Riohacha, segue-se viagem para a capital indígena Uribia, e depois para o Minas de Sal de Manaure.

De Manaure para Cabo de La Vela são mais 4h de viagem. Nesse intervalo existe uma parada na Vila de Wayuu para o almoço.

Essa parada na Vila de Wayuu, foi uma das coisas que mais nos chamou atenção devido ao contato com uma cultura bem diferente.

O último destino do dia é a região de Cabo de La Vela. Uma paisagem de cair o queixo!

De noite os guias servem a janta, e depois disso é hora de dormir na rede!

No segundo dia, só dá tempo para curtir a manhã em Cabo de La Vela e seguir a viagem de volta para: Palomino ou Vila de Taganga ou Santa Marta.

Preço do Tour: 280.000 COP (R$ 370)

Cabo de La Vela
Cabo de La Vela (fonte: colombia.tur.me)
Hospedagem em Cablo de La Vela (fonte: colombia.tur)
Hospedagem em Cablo de La Vela (fonte: colombia.tur)

Tour Punta Galinas (3 dias/2 noites)

O primeiro dia é igual o do tour de 2 dias.

Já no segundo, ao invés de voltar, segue-se a estrada do deserto até chegar primeiro em El Faro. Um mirante com vista para a extensão do Deserto de Guajira.

Depois segue uma estrada bem difícil até chegar em Dunas De Taroa.

Dunas de Taroa (fonte: http://expotur-eco.com)
Dunas de Taroa (fonte: http://expotur-eco.com)
El Faro Guajira (fonte: http://kiteaddictcolombia.emilyfirefly.com)
El Faro Guajira (fonte: http://kiteaddictcolombia.emilyfirefly.com)

Depois mais 4h de viagem passando por: Bahia Honda, Bahia Hondita, Punta Aguja e finalmente o ponto mais ao norte da América do Sul, Punta Gallinas.

De noite só resta tempo de ir para rede e tentar dormir, para acordar no dia seguinte e seguir caminho de volta para: Palomino ou Vila de Taganga ou Santa Marta.

Preço: 450.000 COP (R$ 600).

Bahia Hondita (fonte: aventurecolombia.com)
Bahia Hondita (fonte: aventurecolombia.com)
Punta Galinas (fonte: puntagallinastour.com)
Punta Galinas (fonte: puntagallinastour.com)
Para dormir em Punta Galinas (Punta Galinas (fonte: puntagallinastour.com)
Para dormir em Punta Galinas (Punta Galinas (fonte: puntagallinastour.com)

Agendando Passeio para Guajira

Chegamos no Hostel Yuluka, e logo fomos super bem recebidos por Alejandro e Guadalupe, que trabalhavam em troca  de hospedagem (uma ótima forma de economizar na hospedagem).

Pedimos dicas sobre como fazer o tour de 2 dias em Guajira para conhecer a região de Cabo de La Vela.

Eles chamaram o dono do EcoHostal Yuluka o Wilmar, que nos indicou a agência de viagens Magic Tour.

Wilmar nos ajudou em todo o contato com a agência, e conseguimos fechar o tour por 560.000 COP (R$ 746), e ficou combinado de nos buscarem no EcoHostal Yuluka às 5h30 do dia seguinte.

De noite deixamos nossas coisas arrumadas e dormimos esperando o dia seguinte.

Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka

Quase fazendo o Tour por Cabo de la Vela

Acordamos às 5h, e às 5h05 já ouvimos uma buzina do lado de fora. Alejandro e Guada acordaram para abrir a porta pra gente, e se despedir.

Quando entramos no carro, já estavam o motorista, e um casal que aparentava ter mais de 50 anos.

Conversamos um pouco, e nos contaram que eram austríacos. Estavam fazendo uma viagem de 3 meses pela Colômbia. Passaram 1 mês em Cartagena das Índias estudando espanhol, e iam passar mais 2 meses viajando pela Colômbia.

Eles eram extremamente simpáticos, e tivemos a sorte de encontrá-los em outras cidades no decorrer da nossa viagem.

Depois de 3h de viagem, chegamos em Riohacha

Pegando a estrada para Riohacha na madruga
Pegando a estrada para Riohacha na madruga

Quando fechamos tour em uma agência de viagem, esperamos que essa mesma agência cuide de tudo do início ao fim. E não foi o que aconteceu.

Chegando em Riohacha, nos separamos do casal austríaco, e também do motorista, que nos deixou em OUTRA agência de viagem. Não gostamos de fechar tours assim, pois se der algum problema fica difícil encontrar um culpado…

Fomos atendidos por uma mulher que nos deu dois “vale desayuno”. Tomamos um suco de laranja cada um + café com leite + misto quente.

Depois do café voltamos para agência, e a Mari começou a sentir o estômago estranho… Foi no banheiro, e voltou com ânsia… Nos olhamos por alguns segundos e decidimos que não iríamos mais…

Nos veio a lembrança de Copacabana na Bolívia, quando eu passei malzaço! E decidimos não arriscar.

Esse pão aí...tava na cara que não cairia bem
Esse pão aí…tava na cara que não cairia bem

Deu um certo rolo pedir para cancelar… E tudo mais. E dos 560.000 COP (R$ 747) que pagamos, nos devolveram 160.000 COP (R$ 213), um GRANDE PREJU!

No mínimo disseram que nos levariam de volta para nossa hospedagem. Pensamos no EcoHostal Yuluka mas decidimos conhecer um novo destino, e seguimos então para a cidade Santa Marta.

Esperamos uns 30 minutos até que chegou um carro com dois homens que mal falavam com a gente. Entramos no carro e seguimos uma viagem de 3h bem desconfortável do ponto de vista de “se sentir a vontade”.

Um pouco do que vimos em Riohacha
Um pouco do que vimos em Riohacha
Um pouco do que vimos em Riohacha
Um pouco do que vimos em Riohacha

Chegando próximo de Santa Marta, Mari já se sentia um pouco melhor, mas não nos arrependemos pois não da pra brincar com saúde não.

Decidimos ir para Vila de Taganga, um destino que segundo os relatos diziam, seria uma vila com clima de mochileiro, com um dos melhores por do Sol de toda Colômbia.

Pedimos para o motorista nos deixar lá, ele disse para descermos e pegarmos um táxi… Essa manhã, não foi das melhores de toda viagem..

Descemos e pegamos o táxi para começar nossa aventura em Vila de Taganga, que vamos contar no próximo post.

Um dia ainda vamos para Punta Galinas
Um dia ainda vamos para Punta Galinas
Paulistano de 26 anos, que ainda mora em São Paulo, e trabalha como Analista de Sistemas. Alguém que só percebeu o tamanho do mundo quando colocou pela primeira vez a mochila nas costas, e a partir de então passou a enxergar o mundo em uma outra perspectiva. Uma perspectiva menos “de eu” e mais “de todos”. Uma pessoa que vive em uma utopia de crer que o mundo pode ser um lugar diferente.

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