25 dias na Colômbia – Dia 07 no Parque Tayrona

Resumo do Relato Completo

Planejamento do mochilão pela Colômbia: Roteiro, Previsão dos Gastos, História, Geografia, Economia, Migração, Cultura, Câmbio, Informações Importantes e Curiosidades da Colômbia

Dia 07: Sierra Nevada de Santa Marta, Parque Nacional Tayrona, Ciudad Perdida, Deserto de Guajira, Como Chegar em Santa Marta, Onde ficar no Parque Tayrona, My Maps, Como Chegar no Yuluka, Eco Hostal Yuluka, Um pouco do mundo dos Mochileiros Voluntários

Dia 08: Café da Manhã no Eco Hostal Yuluka, O Que Fazer em Palomino, Como Chegar na Praia Rancho Luna, Contato com Pescadores da Região, Janta no Eco Hostal Yuluka

Dia 09: Como chegar no Parque Tayrona, Parque Tayrona, Trilhas no Parque Tayrona, Entrada Parque Tayrona, Onde dormir no Parque Tayrona, Trilha de Arrecifes, Praia Cabo San Juan, Camping Yuluca e Onde comer no Parque Tayrona

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Chegou a hora de nos despedirmos da cidade de Cartagena das Índias,

Depois de passar 03 dias em San Andres, e mais 03 dias em Cartagena das Índias, chegou a hora de partir e seguir para desbravar o norte da Costa Caribenha da Colômbia!

Aqui se destacam 04 das principais belezas naturais da Costa Caribenha do país.

Sierra Nevada de Santa Marta

Abriga a maior montanha costeira do mundo, a Montanha de Sierra Nevada.

Com 5.775m de altura, e distante apenas 42 km do mar, a região também é habitada por grupos de diversas etnias indígenas, todas descendentes dos índios Tayronas.

A Montanha Nevada de Sierra Nevada
A Montanha Nevada de Sierra Nevada (fonte: carmencitta.me)

Seu ecossistema é riquíssimo. Para se ter uma ideia do tanto de vida que existe nesse lugar, são 32 rios que nascem da Montanha de Sierra Nevada, tornando a fauna um destaque! Composta por 100 espécies de mamíferos, 200 aves e até 50 tipos de répteis.

Além de toda essa diversidade e riqueza cultural dos índios Tayronas, essa região tem um papel muito importante no clima da região. Pois são suas geladas correntes de ar que tornam o clima das praias agradáveis, “combatendo” o forte calor do norte da Colômbia.

Índios Arhuacos, descendentes dos Tayronas

Em seus arredores é possível ver uma das cachoeiras mais bonitas da Colômbia, a Cachoeira Quebrada Valência.

Para conhecer a região é necessário procurar por tours nas agências de viagem de Santa Marta ou então de Taganga (falaremos mais sobre estas cidades abaixo). Os tours possuem duração de 3 a 6 dias de trekking, então se for se aventurar por aqui, é bom estar bem preparado.

Quebrada (fonte: http://static.panoramio.com)
Quebrada (fonte: http://static.panoramio.com)
Vista para Sierra Nevada
Vista para Sierra Nevada

Parque Nacional Tayrona

Com certeza o principal destino da região!

O parque é o paraíso para os amantes de natureza, e foi esse destino que nos fez sair de Cartagena de Índias para seguir pelo norte da Colômbia.

O parque está localizado à 34 km da cidade de Santa Marta. Seu tamanho é bem extenso, tendo uma costa de 85 km com mais de 12 mil hectares.

Possui um ecossistema riquíssimo, em sua fauna podemos destacar o jaguar, macacos (vimos uns 5 macacos durante a trilha) e tartarugas.

Pássaro no Parque Taryrona
Pássaro no Parque Taryrona
Pássaro no Parque Tayrona
Pássaro no Parque Tayrona

Mas o que realmente enche os olhos por aqui, são suas praias paradisíacas! A costa é cercada pelo mar caribenho, um mar transparente, e de um tom de azul único!

Assim como na Sierra Nevada, aqui também se encontram vestígios em pedra de pequenas construções da civilização Tayrona. Essa região se chama Pueblito, e possui casas que seguem a arquitetura Tayrona.

E o que mais vale a pena no passeio, é o contato com índios que mantém os costumes de uma das civilizações mais importantes do país.

Praia do Parque Tayrona
Praia do Parque Tayrona
Dentro do Parque Tayrona com vista para Sierra Nevada
Dentro do Parque Tayrona com vista para Sierra Nevada

As áreas mais visitadas no parque são: Região de Canaveral e a Região de Arrecifes. Ambas são compostas por praias incríveis, e possuem uma ótima infraestrutura (hospedagem, camping e restaurantes) para conseguir explorar seus arredores.

Com um mar tão cristalino, o mergulho (para quem gosta) não deve ficar de fora! A praia de Bahia de Concha é a mais conhecida dos fãs do esporte!

Para chegar no Parque Tayrona não é necessário fechar passeio com uma agência. É possível chegar lá de forma independente.

Cabo de San Juan
Cabo de San Juan
Parque Tayrona
Parque Tayrona
Trilha no Parque Tayrona
Trilha no Parque Tayrona

Mas caso tenha menos tempo, também é possível comprar pacotes oferecidos por agências de viagem na cidade de Santa Marta ou então na Vila de Taganga.

A entrada no Parque Nacional Tayrona custa 43.000 COP (R$ 57), com o horário de entrada das 8h-17h.

Como é necessário mais de 1 dia para conhecer TANTA coisa, o parque oferece uma estrutura para passar a noite por ali.

Oferece chalés por 60.000 COP (R$ 80), espaços para campings por 10.000 COP (R$ 13)e redes por 15.000 COP (R$ 20). Isso mesmo REDES!

Vista para Praia de Arrecifes
Vista para Praia de Arrecifes
Noite de hotel!
Noite de hotel!

Ciudad Perdida

Quando se fala de sítios arqueológicos na América do Sul, logo nos vem na cabeça o famoso – e lindíssimo – Machu Picchu no Peru.

Mas o que ninguém fala são das ruínas da Ciudad Perdida, ruínas que formavam a antiga capital da civilização Tayrona na Colômbia.

De acordo com os estudos, a cidade foi fundada no início do século VIII, e foi abandona pelos indígenas logo após a chegada dos europeus por volta do ano de 1600.

Ciudad Perdida
Ciudad Perdida (fonte: guiasybaquianos.com)

Assim como o povo Inca, o povo Tayrona possuía uma tecnologia de causar inveja.

Visitando a Ciudad Perdida é possível observar um sofisticado sistema de irrigações, que interligavam a cidade com outras regiões próximas.

Caso inclua o destino no seu roteiro, se prepare BASTANTE fisicamente, e também financeiramente. Para chegar até aqui é necessário encarar um trekking de 7 dias, custando em média 650.000 COP (R$ 860).

Os tours também são agendados nas agências de viagem de Santa Marta ou da Vila Taganga.

Durante o treking você entrará em contato com a cultura Arhuaco
Durante o treking você entrará em contato com a cultura Arhuaco (aventurecolombia.com)
Trilha bem leve
Trilha bem leve (fonte: pergaminhoeletronico.wordpress.com)

Deserto de Guajira

E quem disse que na Colômbia não tem deserto?

O Deserto de Guajira, fica localizado no Departamento de Guajira na região mais ao norte do Mar do Caribe.

Por estar mais distante da Sierra Nevada (em comparação ao Parque Nacional Tayrona), pode esperar por um CALOR DO CÃO! E também uma vegetação e um clima bem secos.

A “porta de entrada” para o deserto, é a cidade de Riohacha, de onde saem os carros que fazem os tours para desbravar o deserto.

Cabo de La Veja
Cabo de La Veja (fonte: colombia.tur)
Punta Gallinas (fonte: colombia.tur)
Punta Gallinas (fonte: colombia.tur)

Os mesmos tours podem ser marcados nas agências de viagem em Santa Marta, na Vila de Taganga ou em Riohacha.

Para aumentar a sua inspiração em conhecer o deserto, é no Deserto de Guajira que fica o ponto MAIS AO NORTE DE TODA A AMÉRICA DO SUL!

Os tours pelo Deserto de Guajira podem ser de 2, ou apenas 1 noite.

As principais atrações são Cabo de La Vela, e Punta Gallinas (realizável apenas no tour de 2 noites). AHHH…e para dormir aqui, não tem cama não, é na rede mesmo!

Hospedagem em Cablo de La Vela (fonte: colombia.tur)
Hospedagem em Cablo de La Vela (fonte: colombia.tur)

Como Chegar em Santa Marta

Independente de onde for ficar (Santa Marta, Taganga ou Palomino), o destino saindo de Cartagena é o mesmo, a cidade de Santa Marta.

Aqui não tem muito o que escolher não. Carro ou ônibus. Algumas agências oferecem o trajeto de transfer, mas não tem jeito, a maneira mais econômica é mesmo o ônibus.

  1. Existem duas opções de trajeto:Saindo da Rodoviária principal de Cartagena em direção à Santa Marta, fazendo o trajeto por “dentro” das cidades e não pelo litoral. A Rodoviária está distante do centro. As passagens podem ser compradas na rodoviária, ou então nos guichês das empresas, localizados em supermercados, ou outros estabelecimentos espalhados pela cidade.
  2. Comprar as passagens direto com a empresa de ônibus Berlina. Acaba por ser a melhor opção, pois a saída do ônibus é próxima da Cidade Murada, e segue o trajeto da costa, bem mais bonito do que a opção anterior.

Infelizmente só descobrimos a segunda opção após já termos comprado as passagens no supermercado perto do hostel =/. Fazer o que né? O que resta é dar risada, e repassar a dica :D.

Segurando o Parque com os dedos
Segurando o Parque com os dedos
Por do Sol no Parque Tayrona
Por do Sol no Parque Tayrona

A duração da viagem, quando tudo dá certo e o ônibus consegue seguir direto de Cartagena para Santa Marta é de 4h. No nosso caso demorou 5h30, pois passamos por diversas paradas, e um grande atraso em Barranquilla. Então torcemos para sua viagem ser mais tranquila que a nossa hahah.

Ahh… Pagamos 30.000 COP (R$ 40) cada um na passagem de ônibus.

Acordamos às 6h30 e levamos nossas coisas para fora do quarto. Lili, a recepcionista do hostel Makako Chill, estava acordada e chamou um táxi para gente.

Nosso ônibus era para às 8h15, mas nos avisaram que o trânsito de Cartagena é bem caótico, então saímos com bastante antecedência.

O táxi chegou às 6h50, e durante o trajeto percebemos que valeu a pena ter saído cedo.

Sabe aqueles dias de Sol que quando você menos percebe é coberto por uma tempestade? É assim o trânsito de Cartagena, no começo estava tudo lindo, tudo andando, porém a cada minuto que passava apareciam cada vez mais carros na rua!

Tom de azul próprio do Parque Tayrona
Tom de azul próprio do Parque Tayrona

Como é andar de ônibus na Colômbia

Às 8h10 o ônibus chegou, quando entramos no ônibus duas pessoas já estavam nos nossos lugares..okay, vamos para outros assentos. Vai que por aqui é assim mesmo né? Ficamos sentados e torcendo para ninguém pedir para trocarmos de lugar.

O ônibus partiu às 8h30, e assim como Lili nos falou, a paisagem não era nada bonita. Para compensar, o ônibus era confortável, tinha ar-condicionado, e poltronas confortáveis.

Logo no começo da viagem, como em muitas viagens de ônibus pela América do Sul, entra o primeiro vendedor. Dá uma grande palestra sobre os benefícios da sua pomada, composta por folha de coca e folha de maconha…. Tudo normal!

Seguimos por 2h de viagem, até chegarmos na cidade de Barranquilla, tão conhecida por ser a cidade natal da cantora Shakira. (falando em música, dá uma passada no nosso post de música colombiana).

Nesse trajeto aprendemos mais três coisas sobre os ônibus colombianos:

  1. Aceleram para CARAL…
  2. Os motoristas param demais. Se o motorista sentir sede ele vai parar em um bar cumprimentar todo mundo, e voltar bem de boa pro ônibus. Nada que atrapalhe, mas é bom já estar preparado para controlar a pressa.
  3. Antes do embarque, um funcionário passa filmando a cara de todo mundo. Essa prática é uma medida de segurança adotada pelo país, e acontece em vários outros países da América do Sul.

Foi chegando em Barranquilla que o nível da experiência de andar de ônibus foi para o nível HARD.

O ônibus parou na rodoviária, e vimos que todo mundo desceu. Passados 10…15…25…30…40 minutos e nada acontecia!

Finalmente apareceu alguém da companhia nos chamando e pediu para trocarmos de ônibus. Para ajudar, o outro ônibus já estava para sair, e tivemos que fazer tudo correndo.

Entramos no segundo ônibus, nos ajeitamos em dois assentos. O ônibus deu partida, e reparamos que as próximas horas não seriam fáceis, pois NÃO TINHA AR-CONDICIONADO!

Mais 2h30 de viagem, dessa vez toda cagada!

Muito calor, e como as condições da estrada eram bem ruins o ônibus andava bem devagar! Às 13h30 finalmente, chegamos no terminal de Santa Marta.

Onde ficar no Parque Tayrona

Deu para perceber que para visitar esses lugares, você terá que fazer uma parada na cidade de Santa Marta ou então na Vila de Taganga (que próxima de Santa Marta).

Ou, uma outra opção, é se hospedar próximo ao Parque Nacional Tayrona, na região de Palomino.

Todo o esforço vai valer a pena!
Todo o esforço vai valer a pena!

Vamos então falar um pouco mais sobre essas 3 opções de “base”:

Cidade de Santa Marta

A sensação de se hospedar em Santa Marta, é a de estar em um grande centro urbano.

Não espere ver águas cristalinas, ou então uma grande movimentação de guarda sóis nas praias.

Santa Marta foi uma das primeiras cidades da América do Sul, e foi fundada em 1525 pelos espanhóis, após expulsarem os índios Tayrona que ocupavam a região.

Os anos que sucederam foram marcados por diversos conflitos entre espanhóis e indígenas.

A metrópole de Santa Marta
A metrópole de Santa Marta

Apesar de não se ter nada de atrativo na cidade, Santa Marta é uma ótima “base” para se preparar para os passeios.

Possui preços bem em conta, tanto para hospedagem quanto alimentação, e traz todas as facilidades de uma cidade. Mas o que realmente queremos destacar aqui, é a QUALIDADE de seus hostels.

Pagamos 35.000 COP (R$ 46) cada um para nos hospedarmos em um quarto coletivo no Masaya Hostel, um dos melhores que nos hospedamos na vida!

Luxo é pouco no Masaya
Luxo é pouco no Masaya

Vila de Taganga

Lendo alguns guias de viagem, e alguns relatos por aí, nos deparamos com uma ótima notícia! Taganga era descrito como um lugar “mais sossegado, e com praias mais exuberantes! Um ótimo lugar também para fazer mergulhos! Uma vila para os mochileiros!“

Após ler tudo isso, pensamos: “Vamos incluir a vila de pescadores no nosso roteiro!!!!”

Não passamos lá antes do Tayrona, mas passamos uma noite por lá na volta do parque. E podemos dizer que hoje em dia esta não é a realidade do local. E se possível, FUJA DAQUI!

Expectativa que tínhamos de Taganga
Expectativa que tínhamos de Taganga (fonte: queimandoasfalto.com.br)

Os hostels na verdade são diversas pousadas, e o “clima mochileiro”, é substituído por um “clima triste e perigoso” =/. A vila tinha um aspecto bem sujo, e era bem comum ver diversos policiais monitorando o local.

Em apenas uma noite que ficamos em Taganga, vimos um grupo de 3 viajantes terem suas coisas furtadas depois de darem um mergulho no mar, vimos também a luz acabar na vila inteira, e bastante coco de cachorro espalhado pela praia.

Odeio falar mal dos lugares que passo, e sempre tento achar uma parte boa. Porém Taganga é um lugar bem difícil de se elogiar.

Região de Palomino

Na noite anterior em Cartagena das Índias, recebemos o conselho de uma amiga para nos hospedarmos no Eco Hostal Yuluka que fica distante apenas 2 km da entrada do Parque Nacional Tayrona.

O Eco Hostal Yuluka está localizado literalmente no meio da estrada, e para nós é a melhor opção de hospedagem na região. Oferece muito conforto, e contato com a natureza. As acomodações são cabanas que seguem o estilo das casas Tayronas.

Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka

Existem várias opções de hospedagem. Muitos tipos de suítes, e também quartos coletivos.

Passamos uma noite na suíte, e outras duas em quarto coletivo.

  • Suíte: oferecem muito conforto. Ar-condicionado, cama de casal, frigobar, banheira. Se estiver precisando recuperar as energias, vale o investimento de 120.000 COP (atualizar para real)
  • Coletivo: ficamos em um quarto com 3 beliches. Também possui ar-condicionado, e é bastante confortável. Pagamos 30.000 COP cada um por noite.

Existem outras pousadas na região, que não temos como avaliar. O que podemos dizer é que o Yuluka é uma escolha certeira!

Mari feliz da vida na suíte
Mari feliz da vida na suíte

My Maps

Para ficar mais fácil de se localizar no meio de tantas atrações, fizemos um mapa na ferramenta Google My Maps, e achamos que ajuda bastante na hora de mochilar :D.

Como Chegar no Eco Hostal Yuluka

Realizamos a reserva pelo booking.com, e Willmar (dono da pousada) nos passou todas as informações para chegar no Yuluka por whatsapp.

Resumidamente essas eram as instruções: Descer no terminal de Santa Marta, pegar um táxi até a região de Mamatoco. Depois pegar um ônibus de linha da Transoriente, e pedir para o motorista nos deixar no km 28.

Descemos no terminal, e começamos a seguir as instruções. E como acontece em viagens, nada é tão simples quanto parece…

A primeira parte foi fácil, pegamos um táxi e combinamos o preço por 6.000 COP (R$ ) até Mamatoco. Chegando lá que a situação ficou muito louca!

Logo que o táxi parou, ele nos disse que o ônibus que estava ali parado seguiria até onde a gente queria ir.

Novamente repetimos que o trajeto vai valer a pena
Novamente repetimos que o trajeto vai valer a pena

Então vimos a porta abrir e algumas pessoas puxando nossas malas, dizendo para subirmos no ônibus…! Parecia que o ônibus ia sair naquela hora.

Foi tudo muito rápido e muito desesperador, quando nos demos conta, tínhamos entrado no ônibus, e pagado as passagens. Nos cobraram 7.000 COP (R$ 9) cada.

O ônibus era velho, estava com todas as cortinas fechadas, um monte de arroz jogado no chão, e uma televisão alta. Além disso, não tinha ar-condicionado, e o calor era muito forte.

Depois de sentados, ficamos esperando ainda uns 10 minutos. O ônibus não saía… Foi então que Mari tomou a melhor decisão. Falou para descermos, pegarmos nossas coisas e ver com calma como sair dali.

Km 28
Km 28

Nem pedimos nosso dinheiro de volta, muitas pessoas ficaram ao nosso redor oferecendo ajuda, e não entendiamos nada, foi uma situação levemente tensa. Aqueles que ofereciam ajuda, pediam dinheiro depois.

Uns 2 minutos depois passou um micro-ônibus, que aqui em São Paulo chamariamos de lotação. E o ônibus tinha um grande adesivo escrito TRANSORIENTE! Esse sim era o ônibus que deveríamos pegar.

Pagamos 6.000 COP (R$ 8) cada um e seguimos aliviados pela estrada, em um ônibus com janelas e limpo!!

Então fica a dica, não entre em qualquer ônibus. Peça calma aos colombianos desesperados envolvidos, e reflita antes de tomar alguma decisão.

Depois de passados alguns dias e refletindo com calma, percebemos que toda essa situação foi causada devido a grande pobreza que existe ao norte da Colômbia.

Se estávamos abalados por Cartagena, em poucos minutos ali pela região de Santa Marta pudemos sentir que a situação era mais grave. Grandes injustiças que o mundo que vivemos permitem acontecer =/

Desigualdade acompanha as paisagens da Colômbia
Desigualdade acompanha as paisagens da Colômbia

Depois de 20 minutos no micro-ônibus, ou como os colombianos chamam busetas, descemos no km 28 e chegamos na porta do Eco Hostal Yuluka.

Eco Hostal Yuluka

Logo na entrada sentimos que foi uma ótima decisão vir para cá.

Era tudo que a gente queria, literalmente sombra e água fresca. Muito contato com a natureza, isolados do clima da cidade, um ótimo lugar para recuperar nossas energias.

O espaço da pousada é muito grande, cercado pelo verde da natureza, e sons de pássaros.

A região é privilegiada por estar perto de praias que recebem as geladas ondas da Sierra Nevada, e fica à 2 km da entrada do Parque Nacional Tayrona.

Pelas fotos dá pra ver que o lugar é bem foda!

Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka

Possui preços que partem de 30.000 COP (R$ 40) por pessoa em quartos coletivos, e podem ultrapassar 120.000 COP (R$ 160) o quarto, dependendo da suíte escolhida.

Fizemos a reserva na noite anterior pelo booking que só oferecia uma suíte disponível, pagamos 120.000 COP (R$ 160), mas podemos dizer que o luxo valeu a pena! Depois de uma noite por aqui nos sentimos renovados.

Logo que chegamos fomos recepcionados por Vanessa, peruana e uma das voluntárias do Eco Hostal Yuluka.

Não demorou nada para as energias se baterem, conversamos um pouco, e ela nos levou para deixarmos as coisas no quarto. Depois de pular na cama de alegria e nos sentirmos em uma mansão, saímos para conhecer o Eco Hostal Yuluka.

Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka

Um pouco do mundo dos Mochileiros Voluntários

Que mochileiro nunca sonhou em passar dias…meses…anos, viajando pelo mundo sem precisar de muita grana? Pois é isso mesmo que Vanessa e outras pessoas do Eco Hostal Yuluka estavam fazendo.

Vanessa, Facundo, Alejandro e Guadalupe, foram os 4 voluntários que tivemos o privilégio de conhecer no Eco Hostal Yuluka.

Vanessa era formada em publicidade, e além de fazer voluntariado em hostels, e alguns outros bicos, ela fazia freelas de conteúdo de marketing digital.

Facundo, argentino e namorado da Vanessa, era estudante de medicina, trabalhava como bartender profissional. O que ajudava bastante para fazer dinheiro enquanto viajava.

Guadalupe e Alejandro, argentinos e também namorados, já estavam há mais de 1 ano viajando. Passaram por Chile, Peru, Equador, até chegar na Colômbia. Antes de chegar no Yuluka, estavam na cidade de Medellín. Nesse 1 ano viajando tiveram que se virar bastante. Muitos bicos, trabalho voluntário, garçom, e pode acreditar, tocavam música nas ruas!

Todos eram muito gente boas, e com energias bem próximas. Ainda queremos fazer um post falando sobre as possibilidades de encarar passar um tempo na estrada com pouca grana! Esse é um dos nossos sonhos, que está cada vez mais próximo…

Para já dar uma adiantada no assunto, dá uma passada no site do workaway para ver quantos trabalhos voluntários, que trocam ajuda por hospedagem e comida, existem no mundo inteiro!

Eco Hostal Yuluka
Eco Hostal Yuluka

Se virando pela região do Tayrona

Como já falamos, aqui você estará isolado da cidade. Para comer você tem as opções de pratos do próprio Yuluka.

Mas né, sai mais caro do que comprar em mercado.

Se quiser economizar como a gente, dê uma caminhada ali pela estrada, que você vai ver que existe um pequeno bar, e um pequeno mercadinho (melhor, uma pequena casinha) onde você pode comprar seus mantimentos 😀 (porém com poucas variedades).

Passamos no pequeno bar e compramos 4 latinhas de cerveja aquila por 2.000 COP (R$ 2,6) cada. E no mercadinho compramos água e miojo para a janta.

Voltamos para o Eco Hostal Yuluka, e ficamos conversando com os 4 voluntários até irmos para nosso quarto descansar para o dia seguinte.

Cabo de San Juan
Cabo de San Juan
Paulistano de 26 anos, que ainda mora em São Paulo, e trabalha como Analista de Sistemas. Alguém que só percebeu o tamanho do mundo quando colocou pela primeira vez a mochila nas costas, e a partir de então passou a enxergar o mundo em uma outra perspectiva. Uma perspectiva menos “de eu” e mais “de todos”. Uma pessoa que vive em uma utopia de crer que o mundo pode ser um lugar diferente.

COMENTÁRIOS

2 COMENTARIOS
  1. escrito por
    25 Dias na Colômbia – Dia 08 no Parque Tayrona
    maio 6, 2017 Responder

    […] Dia 07: Sierra Nevada de Santa Marta, Parque Nacional Tayrona, Ciudad Perdida, Deserto de Guajira, Como Chegar em Santa Marta, Onde ficar no Parque Tayrona, My Maps, Como Chegar no Yuluka, Eco Hostal Yuluka, Um pouco do mundo dos Mochileiros Voluntários […]

  2. escrito por
    25 Dias na Colômbia – Dia 09 no Parque Tayrona
    maio 18, 2017 Responder

    […] Dia 07: Sierra Nevada de Santa Marta, Parque Nacional Tayrona, Ciudad Perdida, Deserto de Guajira, Como Chegar em Santa Marta, Onde ficar no Parque Tayrona, My Maps, Como Chegar no Yuluka, Eco Hostal Yuluka, Um pouco do mundo dos Mochileiros Voluntários […]

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